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Poema Erótico - Ato I

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Faça-se em mim segundo a vossa vontade...
...E desejo.

Rabisque.
Aos teus olhos, meu corpo é folha em branco
Virgem de toques.

Cubra.
As linhas mal traçadas sob a fina pele que me reveste
Dou-me de bom grado como molde para suas esculturas.

Pinte-me.
Da cor vista por seus olhoa transbordantes de sensações
E sentires embebidos no véu das intenções.
A espera do momento oportuno no qual saciar-te irá.

Exponha-me.
Diante dos espelhados olhos cobiçosos teus
Desnudando minh'alma,
Transpassando muralhas em busca do tão sonhado tesouro.

Desfrute-me.
E prove o doce sabor da minha fruta.
Deleite-se em meio às coloridas pinceladas de tinta-vida
Rascunhadas no corpo-papel.

Faça-se em mim segundo a vossa vontade.
Faça de mim seu mais doce desejo
Transformando-o na luxúria- realidade.


Poema - Balada Melancolia

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Ato III

Solidão.
O vazio no olhar é reflexo espelhado da alma.
Desarmada de amores e de si
Em meio a espectros de um passado qualquer.

Silêncio.
Palavras não se fazem necessárias
Em meio as frias paredes de um órgão debilitado.

Recluso...

-E recuso-me a atrair para este frio e fundo poço uma luz qualquer.

Inacessível em sua dor
Duelos entre orgulho e egos
O fazem rechaçar auxílios inesperados.

Cansaço.
Sobrevivente de uma guerra em nome do santo amor
Abandona o campo baixando do punho as armas
Que outrora lhe serviram de proteção.

Já não mais importa seu corpo físico
É casulo de um sombrio e amargurado espectro
Alma fina e fria ansiando o eterno descanso
Em meio as águas do profundo oceano.


Poema - Se Eu Pudesse

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Viveria como se o amanhã não existisse
Desfilaria carnaval na Beija Flor
Pegaria o primeiro avião com destino ao meu amor.

Viveria como poesia
Em seus versos rimados
Ou sem rimas
E as tais métricas.

Viveria os ultimos momentos
Ao lado do meu bem querer
O tempo congelaria
Em favor do nosso prazer.

Te levaria para conhecer
Os lugares por onde andei
As marcas que deixei
Os caminhos que não trilhei.

Faria dos nosso momentos
Pinturas a tinta
Eternizando assim
Nosso amor junto ao tempo.


Poema - Naufrágio

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Tic tac...
Tum tac...

Assim bate o relógio na parede do quarto
Assim bate o coração dentro do peito.

No compasso de uma vida que poderia ter sido vivida de formas distintas e não por isso menos felizes. Hoje são as memórias que ditam essa história.

A triste história de alguém que amou... E foi amado.(?)

Na medida em que as horas passam o tic tac fica mais fraco,o tum tac mais espaçado e a respiração densa. A hora da despedida aproxima-se.

Celesta aos pés da cama observa as feições neutras e o olhar vazio de sua missão. Tão jovem e bela, tão machucada e ferida pela incompreensão daquele mundo víl.

Quem sabe não seja ela a sua eleita?
Tic... Tum... Tac... Silencio...
Ela sorri pra a jovem deitada oferecendo sua mão em um convite mudo.

Convite aceito e elas são transportadas para o além.
-Algo bom nos espera. - Sussurra.
-O que é?
-A eternidade.


Poema - Efervescência Mulher

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Rubro...
Flamejante...
Vívido...
Assim como ela.

A rosa incandescente a iluminar,
Encantar,
Seduzir.

Ela arde nas mãos de quem souber colhê-la.
Manusear suas pétalas em brasa
E regá-la no puro desejo.

Ela é a luxúria em formas venusianas.
É clamor,
É fogueira ardendo em noite fria,
É a gitana que encanta em seu rebolar
Hipnotizando através do olhar.

Ela é brisa acolhedora quando preciso repousar em um lar.
Ela é lar.
Ela é fogo que queima, mas também sabe aquecer
Se a pena valer.

Ela também é terra
Embora não seja firme
E nem afirme.

Ela é tudo isso e um pouco mais.
Nascida do magna dos prazeres
Moldada para ser livre indo onde bem entender.
-O fogo queima!

Só quem não souber como tratá-la.
Ela não é de esperar fogo alto
Sua essência é faísca.

E na faísca ela se faz vulcão pleno em erupção
De calores
E amores.

Ela é fogo e se não tomares cuidado ao manuseá-la...


Efervescência Mulher – Dama da Noite


Toda mulher tem em si a brisa, a faísca e o fogo propriamente dito, mas nem todos sabe…

Poema - Balada Melancolia

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Ato II

Encorpado...
Cultivado na melhor vinícola.
Tinto suave.
Um brinde aos nós.

De aroma agradável ao olfato
Doce e refinado no paladar.
Quem prova teu gosto vicia.

Vício...
Dependência de uma substância ou um individuo.
Sensação de bem-estar...
Prazer.

Nos pontos e vírgulas,
Nas entrelinhas.
Talvez seja a abstinência de toque
Que promove alucinações encorajada pelo tato traidor.

Ou seria a audição, traidora, que no tilintar das taças dispara o coração?
-Ah, coração. Não denuncie-me.

Serias tú, paladar, o traidor?
Que guarda o gosto dela em sua memória o reproduzindo de forma ininterrupta, causando furor em meu peito?
-Coração,  aquieta-te.

Teu cheiro, presença constante no ar.
Impedindo o esquecimento do olfato.
Ou seria ele traidor da confiança em insistir na busca de algo inalcançável?
-Ressona, coração.

-Temo que não me seja traidora, visão.
Por maior que fosse sua vontade, não era possível enxergá-la.
Nem espectro...
Nem fantasma...
Nem projeções de memória.

Nada.
Só a noite, a…

Conto - Cabana dos Prazeres

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Sinopse
Uma cabana desabitada e caindo aos pedaços descoberta por acaso por algumas crianças e adolescentes pode ser o cenário de muitas encontros e revelações de amores quase platônicos.


Ingrid Lacerda e Bruniele Leite eram amigas inseparáveis desde a infância quando se conheceram na rua das mangueiras no bairro de Pituaçú. Era uma das ruas detrás do Parque Metropolitano de Pituaçú que dava acesso por um portão nos fundos ao parque.
Ali as duas cresceram em meio a outras crianças que também habitavam aquele pedaço de paraíso em forma de lugar. O rio era utilizado para esportes aquáticos como os pedalinhos em forma de patos, jet skys e a natação.
Mas havia uma parte do rio que era proibido banhistas e era nessa parte que os moradores do bairro pescavam e as mulheres lavavam roupa de ganho. A vida daquele povo era simples e sem luxo, mas o prazer e a solidariedade compensavam.
Os jovens conheciam um caminho por entre as matas que dava para uma cabana velha. Aparentemente abandonada e c…